LIGA PIROTÉCNICA DEDICADA A PROBLEMATIZAÇÃO HERMENÊUTICA DA OBRA DE MICHEL FOUCAULT
terça-feira, 25 de outubro de 2011
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Leitura altamente recomendável. Trata-se de três entrevistas que Michel Foucault concedeu ao filósofo e pesquisador francês Roger Pol-Droit.
Num certo momento, o entrevistado questiona Foucault acerca de suas filiações intelectuais. Veja as respostas do... filósofo? Historiador?:
"- Você, muitas vezes, disse que não gosta quando se pergunta quem você é. Vou tentar assim mesmo. Gostaria que o chamássemos de historiador?
Foucault: Eu me interesso muito pelo trabalho que os historiadores fazem, mas quero fazer outro.
- Devemos chamá-lo de filósofo?
Foucault: Também não. O que eu faço não é absolutamente uma filosofia. E também não é uma ciência cujas justificativas ou demonstrações temos o direito de exigir-lhe.
- Então, como você se definiria?
Foucault: Eu sou um pirotécnico. Fabrico alguma coisa que serve, finalmente, para um cerco, uma guerra, uma destruição. Não sou a favor da destruição, mas sou a favor de que se possa passar, de que se possa avançar, de que se possa fazer caírem os muros.
Um pirotécnico é, inicialmente, um geólogo. Ele olha as camadas do terreno, as dobras, as falhas. O que é fácil cavar? O que vai resistir? Observa de que maneira as fortalezas estão implantadas. Perscruta os relevos que podem ser utilizados para esconder-se ou lançar-se de assalto. Uma vez tudo isto bem delimitado, resta o experimental, o tatear. Enviam-se informes de reconhecimento, alocam-se vigias, mandam-se fazer relatórios. Defini-se, em seguida, a tática que será empregada. Seria o ardil? O cerco? Seria a tocaia ou bem o ataque direto? O método, finalmente, nada mais é que esta estratégia".
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